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O TCE-PI busca medidas inovadoras para fortalecer a gestão do aterro em Teresina.

Vanessa Almeida

Publicado 26 dias atrás em 23 de setembro de 2026

Por Vanessa Almeida

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Objetivo das medidas do TCE-PI

O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) implementou uma série de medidas fundamentais para aprimorar a gestão e o planejamento do Aterro Sanitário de Teresina. A principal meta dessas orientações é garantir a adequação ambiental necessária, além de organizar a finalização do aterro de maneira eficiente e responsável. Estas ações visam assegurar que os processos operacionais estejam de acordo com as normas ambientais vigentes, promovendo um gerenciamento mais eficaz dos resíduos sólidos na cidade.

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Importância da gestão de aterros

A gestão correta dos aterros é crucial para o desenvolvimento sustentável das cidades. Essa administração abrange não apenas a disposição final dos resíduos mas também evita passivos ambientais, que podem acarretar sérios danos à saúde pública e ao meio ambiente. Além disso, um aterro bem gerido:

  • Proporciona melhorias na qualidade de vida da população.
  • Minimiza os impactos ambientais negativos.
  • Otimiza a operação e os custos envolvidos na gestão de resíduos.

Um gerenciamento adequado do aterro em Teresina é, portanto, uma ação prioritária para a preservação e proteção do meio ambiente, que também atende à demanda de sustentabilidade exigida pela sociedade atual.

Desafios enfrentados no aterro de Teresina

O Aterro Sanitário Municipal de Teresina enfrenta várias dificuldades que impactam sua gestão eficiente:

  1. Fragilidades técnicas: A falta de protocolos claros e formalizados para a operação, manutenção e encerramento do aterro compromete a eficácia da gestão.
  2. Deficiência de documentação: A ausência de registros adequados sobre as inspeções e a manutenção realizada leva a lacunas no monitoramento e no controle das atividades.
  3. Inadequação nos investimentos: Não existem estimativas claras sobre os custos relacionados à operação e fechamento do aterro, o que dificulta o planejamento financeiro.

Esses desafios exigem medidas imediatas e a implementação de um plano abrangente para promover melhorias tanto na estrutura administrativa do aterro quanto nas intervenções necessárias.

Resultados da auditoria do TCE-PI

A auditoria realizada pelo TCE-PI teve como foco avaliar a disposição final dos resíduos sólidos no aterro em 2025. Os resultados indicaram diversas áreas que requerem atenção:

  • Condições de operação inadequadas: As práticas atuais não atendem às exigências do licenciamento ambiental.
  • Monitoramento insatisfatório: O levantamento dos dados mostrou a necessidade de campanhas de monitoramento ambiental mais frequentes e bem documentadas.
  • Planejamento do encerramento: O planejamento para o fechamento do aterro carece de consistência técnica e financeira, dificultando as avaliações necessárias sobre a viabilidade dos procedimentos.

Essas descobertas fundamentaram as recomendações necessárias para que a Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (ETURB) implemente as melhorias exigidas.

Recomendações para a ETURB

O TCE-PI fez diversas recomendações para que a ETURB avance nas questões levantadas durante a auditoria:

  • Retomada das ações de adequação ambiental da Célula 01: As recomendações da Licença de Operação devem ser seguidas de forma rigorosa.
  • Criação de cronograma físico: Este cronograma deve delinear as intervenções necessárias, determinando prazos e responsáveis pela execução das ações de recuperação ambiental.
  • Sistema de documentação e controle: Devem ser implementados sistemas robustos para registrar e acompanhar as ações executadas no âmbito do aterro.

Essas recomendações visam assegurar maior transparência e responsabilidade na gestão do aterro de Teresina, ajudando a resolver as fragilidades anteriormente identificadas.

Ações imediatas a serem tomadas

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Com base nas determinações do TCE-PI, a ETURB deve cumprir algumas ações em prazos específicos:

  • 120 dias para o plano de monitoramento ambiental e geotécnico a ser estabelecido para o pós-encerramento do aterro.
  • 120 dias para o plano de remanejamento e inclusão socioprodutiva dos catadores que atuam na área do aterro.
  • 150 dias para finalizar o plano técnico do encerramento e pós-encerramento das Células 01 e 02 e seu orçamento correspondente.

Essas ações imediatas buscam atender às demandas e recomendações do TCE-PI, contribuindo para a solução dos problemas enfrentados pela gestão do aterro.

Monitoramento ambiental e sua importância

O monitoramento ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a conformidade das operações do aterro com os padrões legais e normativos. Este processo deve:

  • Ser realizado com frequência, assegurando que os impactos ambientais sejam avaliados e controlados.
  • Consolidar resultados históricos, permitindo a análise e a implementação de ações corretivas e de prevenção para os problemas identificados.

Um sistema de monitoramento estruturado melhora a eficácia das operações e ajuda em futuras auditorias e avaliações de desempenho, criando um ambiente mais sustentável e responsivo às necessidades da comunidade.

Inclusão socioprodutiva dos catadores

A inclusão de catadores que trabalham nas proximidades do aterro é uma questão de responsabilidade social e ambiental. O TCE-PI enfatizou a necessidade de elaborar um plano de remanejamento que considere:

  • A capacitação profissional: Proporcionar treinamento e qualificação aos catadores para que possam se inserir em atividades mais seguras e dignas.
  • A formação de cooperativas: Estimular a organização dos catadores em cooperativas, promovendo maior autonomia e renda.
  • Políticas públicas para suporte: Criar políticas que integrem esses trabalhadores ao sistema formal de gestão de resíduos, assegurando direitos e benefícios sociais.

Essas estratégias são fundamentais para garantir que a passagem do Aterro para atividades de encerramento não desrespeite os direitos e as condições de vida desses trabalhadores.

Propostas para o futuro do aterro

As propostas para o futuro do Aterro de Teresina incluem a revisão dos mecanismos de gestão e de operação, com um foco claro em:

  • Desenvolvimento de alternativas sustentáveis: Investimento em tecnologias que possibilitem a redução de resíduos e a valorização dos materiais recicláveis.
  • Planejamento de uso do solo: O planejamento deve incluir a definição de futuras utilizações da área do aterro que respeitem as normativas ambientais.
  • Engajamento da comunidade: Promover a conscientização da população sobre a importância da gestão de resíduos e o papel do aterro na estrutura urbana.

Essas propostas não apenas visam melhorar a gestão do aterro, mas também contribuem para o avanço de Teresina em direção a um futuro mais sustentável.

Impactos esperados das novas medidas

As novas diretrizes e medidas propostas pelo TCE-PI devem trazer benefícios concretos para a gestão do Aterro Sanitário de Teresina:

  • Melhora na qualidade ambiental: Com a adoção das recomendações, espera-se uma redução dos impactos negativos relacionados ao aterro na área urbana.
  • Aumento da eficiência operacional: Processos mais bem organizados levarão a uma operação mais eficaz e à redução de custos.
  • A inclusão social: As ações de remanejamento e apoio aos catadores promoverão melhores condições de vida para esses trabalhadores.

As medidas implementadas não só ajudarão no gerenciamento adequado dos resíduos, mas também fortalecerão a gestão pública, contribuindo para a sustentabilidade e para o bem-estar da população de Teresina.

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